sábado, 6 de fevereiro de 2010

DEUSES GREGOS E ROMANOS

ATIVIDADE DE LITERATURA GRECO-LATINA II
Iniciamos o estudo da cultura romana em Literatura Greco-Latina II ministrada pela professora Tereza. Os romanos explicam a origem desta cidade através do mito de Rômulo e Remo, filhos do deus Marte e para os gregos Ares que se apaixona pela sacerdotiza Silvia de origem nobre. Segundo a mitologia romana, os gêmeos foram jogados no rio Tibre, Resgatados pela loba Capitolina que os amamentou, foram criados posteriormente por um casal de pastores. Adultos, retornam a cidade natal de Alba Longa e ganham terras para fundar uma nova cidade. Os gêmeos travaram uma batalha para reinar.

ZEUS

Zeus para os gregos e Júpter para os romanos. Segundo a mitologia grega, ele teria nascido da União de Réia e Cronos. Seu pai Cronos (deus do tempo), tinha o costume de engolir seus filhos com medo de que um deles lhe tirasse o trono.
No entanto, quando Zeus nasceu, Réia embebedou Cromos e este vomitou todos os filhos que se uniram e mataram o pai. Zeus é o deus do fogo e possui raios
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ARTEMIS

Artemis para os gregos e Diana para os romanos. A Diana dos romanos, era a deusa-virgem da lua, irmã gêmea de Apolo, poderosa caçadora e protetora das cidades, dos animais e das mulheres. Na Ilíada de Homero, desempenhou importante papel na Guerra de Tróia, ao lado dos troianos.

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HEFAISTOS OU EFESTOS

Hefestos ou Hefaistos no grego e Vulcano para os romanos. Deus ferreiro o deus romano do fogo, filho de Júpiter e de Juno ou ainda, segundo alguns mitólogos, somente de Juno com o auxílio do Vento. Foi lançado aos mares devido à vergonha de sua mãe pela sua deformidade, foi, porém, recolhido por Tetis e Eurínome, filhas do Oceanus. Noutras versões, mesmo recém-nascido, que Júpiter o teria lançado do Monte Olimpo abaixo. A esse fato de deveria a sua deformidade, pois Vulcano era coxo. Sua figura era representada como um ferreiro. Era ele quem forjava os raios, atributo de Júpiter. Este deus, o mais feio de todos, era o marido de Vênus (a Afrodite grega), a deusa da beleza e do amor, que, aliás, lhe era tremendamente infiel. No entanto, Vulcano forjou armas especiais para Eneias. Em certa altura, Vulcano preparou uma rede com que armadilhou a cama onde Vênus e Marte mantinham uma relação adúltera. Deste modo o deus ferreiro conseguiu demonstrar a infidelidade da sua esposa, que, no entanto foi perdoada por Júpiter.

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ATENAS

Atenas ou Palas para os gregos e Minerva para os romanos. Deusa virgem, padroeira das artes domésticas, da sabedoria e da guerra. Palas nasceu já adulta, na ocasião em que Zeus teve uma forte dor de cabeça e mandou que Hefaistos, o deus ferreiro, lhe desse uma machadada na fronte; daí saiu Palas Atena. Sob a proteção dessa deusa floresceu Atenas, em sua época áurea. Dizia-se que ganhou a devoção dos atenienses quando presenteou a humanidade com a oliveira, árvore principal da Grécia.

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HERA
Hera para os gregos e Juno para os romanos. Deusa do casamento, irmã e esposa de Zeus. Retratada como ciumenta e agressiva, odiava e perseguia as amantes de Zeus e os filhos de tais relacionamentos, tanto que tentou matar Hércules quando este era apenas um bebê. O único filho de Zeus que ela não odiava, antes gostava, era Hermes e sua mãe Maia, porque ficou surpresa com a sua inteligência. Possuía sete templos na Grécia. Mostrava apenas seus olhos aos mortais e usava uma pena do seu pássaro para marcar os locais que protegia. Hércules destruiu seus sete templos e, antes de terminar sua vida mortal, aprisionou-a em um jarro de barro que entregou a Zeus. Depois disso, ele foi aceito como deus do Olimpo.Hera era muito vaidosa e sempre quis ser
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HERMES
Hermes para os gregos e Mercúrio para os Romanos. Filho de Zeus e mensageiro dos mortais, era também protetor dos rebanhos e do gado, dos ladrões, era guardião dos viajantes e protetor dos oradores e escritores.
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DIONÍSO

Dioníso para os gregos e Baco para os romanos.Era o deus do vinho e da fertilidade. Filho de Zeus e uma mortal, foi alvo do ciúme de Hera, que matou sua mãe e transtornou o seu juízo. Assim, Dionísio vagueava pela terra, rodeado de sátiros e mênades. Era o símbolo da vida dissoluta. ------------------------------------------------------------------------------

POSEIDON Poisedon para os gregos e Netuno para os romanos.É o deus do mar e dos terremotos, foi quem deu os cavalos para os homens. Apesar disso, era considerado um deus traiçoeiro, pois os gregos não confiavam nos caprichos do mar.

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MARTE

Marte é o deus romano das guerras, que corresponde a Ares na mitologia grega. Inicialmente Marte era considerado o deus da vegetação e da força geradora da natureza: era uma divindade agrícola. Era o responsável pelo aparecimento dos primeiros ramos e das primeiras flores durante o início da primavera em Roma sendo este fato comemorado com um festival em consagração a Marte. O mês de Março se origina de Marte, e é o mês que marca o início da primavera em Roma.
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Trata-se de um assunto interessante pois não existem documentos que relatam a origem de Roma, os pequenos fragmentos existentes desta época é uma mistura de mitologia, historia e críticas de poucos autores.

sábado, 30 de janeiro de 2010

CECÍLIA MEIRELES


Vôo

Alheias e nossas
as palavras voam.
Bando de borboletas multicores,
as palavras voam
Bando azul de andorinhas,
bando de gaivotas brancas,
as palavras voam.
Viam as palavras como águias imensas.
Como escuros morcegos como negros abutres,
as palavras voam.
Oh! alto e baixo em círculos e retas acima de nós,
em redor de nós as palavras voam. E às vezes pousam.

CECÍLIA MEIRELES

O MENINO AZUL



O menino quer um burrinho
para passear.
Um burrinho manso,
que não corra nem pule,
mas que saiba conversar.

O menino quer um burrinho
que saiba dizer
o nome dos rios,
das montanhas, das flores,
— de tudo o que aparecer.

O menino quer um burrinho
que saiba inventar histórias bonitas
com pessoas e bichos
e com barquinhos no mar.
E os dois sairão pelo mundo
que é como um jardim
apenas mais largo
e talvez mais comprido
e que não tenha fim.

(Quem souber de um burrinho desses,
pode escrever para a Ruas das Casas,
Número das Portas,
ao Menino Azul que não sabe ler.)
Cecília Meireles

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

CECILIA MEIRELES


CAÃO DA INDIAZINHA


NA, na,
mas porque chora essa menina?
Pela flor do maracujá.

Mas, se eu lhe der uma conchinha,
a menina se calará?
Aána, aáni na na.

Na, na,
se eu lhe der a asa da andorinha,
a cantiga do sabiá?
Aáni, aáni, na na

Na, na,
nada disse: que esta menina
quer a flor do maracujá.

Na, na.
E ela a quer apanhar sozinha !
E chora que chora a menina
pela flor do maracujá.
Na na.


Cecília Meireles

Cecília Meireles - Obra Poética da Editora Nova Aguilar
(Você vai encontrar esse poema na página 738)

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

CECILIA MEIRELES


CHOVEM DUAS CHUVAS

Chovem duas chuvas:
de água e de jasmins
por estes jardins
de flores e de nuvens.
Sobem dois perfumes
por estes jardins:
de terra e jasmins,
de flores e chuvas.

E os jasmins são chuvas
e as chuvas,jasmins,
por estes jardins
de perfume e nuvens



SONHOS DA MENINA

A flor com que a menina sonha
está no sonho?
ou na fronha?

Cecília Meireles

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

A BAILARINA


A BAILARINA

Esta menina tão pequenina

quer ser bailarina.

Não conhece nem dó

nem ré mas sabe ficar

na ponta do pé.

Não conhece nem mi nem fá

mas inclina o corpo para cá e para lá.

Não conhece nem lá nem si,

mas fecha os ohos e sorri.

Roda, roda, roda com os bracinhos no ar

e não fica tonta nem sai do lugar.

Põe no cabelo uma estrela

e um véu e diz que caiu do céu.

Esta menina tão pequenina

quer ser bailarina.

Mas depois esquece todas as danças,

e também quer dormir como as outras crianças

Cecilia Meireles.

Cecilia Meireles Na Fundação Helena Antipoff

\BIOGRAFIA DE CECÍLIA MEIRELES

Cecília Benevides de Carvalho Meireles nasceu
na cidade do Rio de Janeiro em 7 de novembro de 1901, na Tijuca.

Rio de Janeiro na época do nascimento da Cecília
O começo da sua vida foi marcado por situações difíceis .
Seu papai Carlos Alberto morreu 3 meses antes dela nascer
e sua mamãe Matilde faleceu quando ela tinha 3 anos .
Mas ela não ficou sózinha, ela tinha uma avó muito especial chamada Jacinta.

Na casa havia um mundo encantado : o mundo dos livros !
Cecília já gostava dos livros antes mesmo de aprender a ler .

Escreveu o seu primeiro poema aos 9 anos.
Cecília era uma ótima aluna, até ganhou uma medalha de ouro
das mãos do poeta Olavo Bilac.



Aos 16 anos Cecília já era professora e aos 18
já havia lançado o seu primeiro livro.

Em 1934, organiza a primeira biblioteca infantil do Rio de Janeiro,
ao dirigir o Centro Infantil, foi um dos projetos mais ambiciosos
e um espaço onde Cecília Meireles pôde desenvolver sua criatividade
e seu empenho em favor da literatura infantil.
Situada em Botafogo, era conhecida pela população como Pavilhão Mourisco

Um dia perguntaram para a Cecília ,
qual era o seu escritor preferido.
Ela respondeu que gostava de todos os escritores
que escreviam bem.
Mas Cecília gostava de um livro que ela julgava especial :
O DICIONÁRIO !

Além de escritora , professora, educadora,
Cecília também foi jornalista.
Faleceu no Rio de Janeiro no dia 9 de novembro de 1964 .


Sempre que leio Cecilias Meireles e outros poetas
viajo com seus contos e poemas atravez dos tempos,
volto a ser criança. Andrea.